Robin, a bola Wilson, A Coisa da Família Adans e os pais...
estamos unidos por um fator até certo ponto desagradável: somos atores
coadjuvantes! Assim como as atenções estão voltadas todas para o Batman, para o
próprio náufrago Tom Hanks e os demais seres fantasmagóricos da família Adams,
os pais são relegados a uma segunda categoria pela única razão das atenções
estarem todas voltadas a elas, as mães.
Concordo que todos os sofrimentos também estão com elas,
pois os efeitos da gravidez são sentidos por elas. Essa semana li que a gravidez
envolve alguns poucos segundos de prazer para o pai e nove meses de sofrimento
para a mãe (Peter Downey). Por essas e outras é claro que elas merecem uma
posição de destaque, mas precisa tanto?
O homem tem algumas funções importantes no período
gestacional: informar a todos o estado da mulher, carregar coisas, correr atrás
das vontades (comecei isso nessa madrugada) e passar o seu cartão de crédito
após as escolhas dela.
O que me deixa plenamente satisfeito é que Robin sempre
estava ao lado do Batman em suas missões, Wilson foi o fiel escudeiro do Hanks
e A Coisa divertia toda a família. Como nesses casos, mesmo sendo coadjuvante,
o pai sempre está ao lado dela, e acima de tudo, feliz por poder ser
coadjuvante desse filme maravilhoso do milagre da vida. É bom ser coadjuvante!
PS.: Dica de postagem do também marujo de primeira viagem,
Fagner Castilho.



